quinta-feira, 18 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Feira do Livro da EMEI Vitória Régia - São Leopoldo
Ótimo estar com as crianças novamente, depois de afastar-me por conta de umas estrepolias que andei aprontando nas férias. Hoje fui convidada a participar da Feira do Livro da EMEI Vitória Régia, de São Leopoldo. Escolhi para contar aos pequeninos duas história que estão no meu repertório e que gosto muito:" O Gato Rupertal", de Celso Sisto, com ilustrações de Martina Schreiner e; "A tartaruga e a fruta amarela", de Ricardo Azevedo. Adorei estar ao lado de crianças tão queridas e professores acolhedores. Desde já, agradeço o convite da coordenadora Emilene e da diretora Margarete para esse dia tão especial.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Contos de Fadas Sangrentos - Rosana Rios
Depois de passar pela II Odisseia de Literatura Fantástica, que aconteceu em Porto Alegre neste fim de semana, não tinha como não postar aqui no blog uma super dica.
Simplesmente devorei o livro "Contos de Fadas Sangrentos", escrito por Rosana Rios, com ilustrações de Jean-Claude R. Alphen (Farol Literário - DCL). Até o ato de devorar combina muito com o teor das histórias ali contadas.
Rosana escolheu compartilhar com os leitores os seguintes contos: O noivo ladrão; O estranho pássaro; o filho perdido; O pássaro de fogo; Sob o junípero.
Incríveis releituras que deixam qualquer um de cabelos em pé. Entre o canibalismo e o corte de cabeças conseguimos conhecer um pouco da tirania humana, presente em todos os tempos.
Já na apresentação a escritora nos avisa que os contos serão contados como realmente ocorreram, sem floreios. Afinal, as histórias devem ser contadas como elas realmente são, por inteiro. Ninguém ficará traumatizado ao lê-los, com certeza.
Legal foi que conhecia alguns desses contos em outras versões. Poder conhecer mais uma versão de uma história e saber que ela continua apavorante é o máximo!
Mas uma dica: se você é um pouco medroso e se impressiona fácil é melhor ler esse livro com muito cuidado. Pode a qualquer instante saltar sobre você um desses seres malignos, rsrsrsrs. Melhor nem pensar nessa possibilidade!
sexta-feira, 12 de abril de 2013
O Rei Roncador - Martina Schreiner
Dizem por aí que ronco incomoda qualquer um, até o próprio roncador. Mas não é o caso do personagem desta história. O Rei Roncador, é um rei muito bem resolvido com seus roncos. Tão bem resolvido, que criou vários tipos: o ronco rebuscado, o ronco manso, o ronco festivo, e tantos outros. A vida do Rei começa a mudar por conta da fofoca das amigas da rainha. Aliás, essas amigas e suas fofocas são as verdadeiras vilãs deste conto. A rainha começa a pensar que só o seu marido ronca e impede ele que durma ao seu lado. Passam-se várias noites de insônia, onde a falta do amado corrompe seu sono. Busca várias soluções para o sono vir. No final, a rainha descobre uma solução para as noites mal dormidas. Final feliz, como todo bom conto de fadas.
Um conto de fadas que encantará adultos e crianças. A bela história de um Rei com vários tipos de ronco é criação da escritora e ilustradora Martina Schreiner.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Aconchego
Nada como um bom sofá para partilhar uma leitura.
Vai-se o tempo.
Mudam-se as estampas,
Mesmo aconchego.
Cada um tem o seu.
Próprio e eficiente.
Inteiramente a seu dispor.
Há aqueles que terão que dividi-lo.
Talvez com um amor, com um filho.
Talvez com um cão, com um gato.
Talvez com tudo isso junto.
Nada como um bom sofá para aconchegar-se em uma leitura!
Mágico e intenso.
Meio de transporte para as aventuras do ler.
( Imagem de Pierre Jeanniot)
terça-feira, 9 de abril de 2013
Desapego
Desapego
Sofro com o desapego de meus pensamentos.
Lentos e enraizados no meu eu.
É um desassossego insistente.
Livre e incansável.
Vive na escuridão da alma.
Clara, limpa e relutante em desapegar-se.
domingo, 7 de abril de 2013
Lembranças
As
melhores lembranças da minha infância estão na casa da minha avó Claudina.
Quando
era pequena, tirando as visitas à praia, meu lugar predileto sempre foi a casa
da vó. Uma casa de dois pisos, que tem vários sons. Gosto de pensar no som dos
passos da vovó estalando na madeira e nos murmúrios do meu vovô Anselmo sempre
reclamando de alguma coisa. Aquela cara brava que escondia um coração enorme.
Lembro-me
de todos os mimos e paparicos que recebi. Afinal, eu era a primeira neta.Os
tios e tias me enchiam de afagos.
Vovó
sempre nos esperava com o pão de ló e cuca fresquinhos. Eu chegava a sentir o
cheiro doce antes mesmo de entrar porta adentro.
E
como doce é uma amostra de carinho, lembro de algo especial que só o vô Anselmo
sabia fazer: um chocolate escondido no bolso da calça para dar a seus netos. Um
gesto que parecia simples, mas que para nós valia ouro.
Mas casa de vó precisava também ter
mistérios... As brincadeiras no sótão se encarregavam disso. Aquela escadinha
estreita cheia de barulhos. Aquela janelinha pequena que abre para o telhado.
Era o lugar perfeito para uma grande aventura.
E comer bergamota embaixo do “pé”, então?
Daquelas bem azedas, que faziam escorrer lágrimas dos olhos. Uma delícia, que
só não era mais gostosa que as uvas pretas da parreira.
Ah, mas
ser ajudante da vovó enrolando agnolini no porão é o que fazia a gente se
sentir importante. Lembro-me de tudo, do corte da massa, de colocar aquelas
carninhas dentro e principalmente de formar o chapéu no final. E depois, ver
aquela sopa sendo servida com aquele sabor inigualável.
Só
tem duas coisas que eu não gostava na casa da minha avó: do galinheiro e das
ratoeiras. Tinha pavor daquele galinheiro e de pensar naquelas galinhas que
logo iriam virar um bom caldo. Olhando
na janela do sótão ficava imaginando como ajuda-las a fugir daquele triste
destino. E quanto às ratoeiras, não
pensem que eu tinha pena dos ratinhos não. Na verdade tinha e ainda tenho
horror a ratos. E ver o rato capturado não é uma imagem muito agradável não.
Voltando
as coisas boas, não tem sensação melhor do que estar na casa da avó, como
aquela de família reunida.
Família
de origem italiana, onde todos falam muito alto, choram e riem ao mesmo tempo. É tanto amor e carinho explodindo no coração
de todos!
Afinal,
uma alegria sem fim!
Por Milene Barazzetti
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