quinta-feira, 11 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Contação de histórias na EMEF Imperatriz Leopoldina - NH
Contação das histórias "O elefante e a tartaruga", de Celso Sisto e "A tartaruga e a fruta amarela", de Ricardo Azevedo.
domingo, 7 de outubro de 2012
O Meu Amigo Pintor - Lygia Bojunga
Lygia Bojunga consegue falar sobre morte colocando vários tons para a apreciação do leitor. Neste livro, o narrador/personagem Cláudio apresenta sua relação com um pintor que acaba cometendo suicídio. Através de suas dúvidas sobre relacionamentos e sobre a morte do amigo Cláudio acaba percorrendo um mundo de descobertas. O menino explica o que sente através das cores, dos desenhos e dos sonhos que tem. Os capítulos são os dias da semana que vão passando a partir da perda do amigo. O relógio que parou de bater com a morte do pintor mostra a passagem do tempo de modo intrigante. Cláudio questiona-se principalmente sobre o porque do suicídio e sobre a necessidade de se ter um novo amigo, se é que isso é possível. O mais interessante é a forma delicada que Lygia coloca o assunto do ponto de vista de uma criança. Outra característica é a relação com as cores e o sentimento. Um livro completo, que termina sem terminar, afinal a vida não deixa de ser uma imensidão de questionamentos.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
O livro selvagem - Juan Villoro
O livro selvagem, de Juan
Villoro é um livro bonito. Digo bonito por tratar de algo que gosto muito, o
amor pelos livros. O personagem do tio Tito e sua paixão pelos livros me
convidaram a ler este livro. O protagonista, um menino que está enfrentando
algo comum: a separação dos pais. O amor adolescente, sincero e ingênuo entre o
protagonista e Catalina dá certa delicadeza ao texto. A procura pelo “Livro
Selvagem” que parece fugir dos personagens a todo instante faz o conflito da
história se delinear por grandes aventuras. A relação de afeto com o livro, às
vezes é um pouco exagerada, mas isso não torna o texto cansativo. A descoberta
de livros que mudam a história conforme o leitor é uma fantasia intrigante. Que
legal seria, se isso realmente fosse real, apesar de que cada pessoa tem uma opinião
diferente sobre algo lido. Gostei muito de uma parte do texto que transcrevo
aqui: “Cada livro é como um espelho, reflete o que você pensa.” Realmente,
quando lemos um livro nos identificamos com ele de acordo com o que estamos
pensando naquele momento. Por isso alguns livros amamos e outros detestamos. É
natural. O final da história é um
convite a escrita. Por que não cada um escrever a sua história, e fazer seu
próprio livro selvagem. Afinal, a vida é assim, uma enxurrada de
acontecimentos, como a história de vários livros. E certamente, como diz o
próprio autor do texto “os livros ficam melhores quando estão cercados de
vida”.
O mundo de Camila - Márcia do Canto
Camila é uma menina como
outra qualquer. Tem suas dúvidas e possui um jeito todo especial de ser. Sua
opinião sobre as coisas é muito peculiar. Não gosta do dia da faxina na sua
casa. Neste dia ela tem que ficar brincando no play. Eu também não gostava
quando tinha faxina na minha casa. Tiravam toda a minha bagunça do seu devido
lugar. Aliás, me identifiquei muito com o texto, lembrando um pouco da minha
infância. Toda criança tem umas ideias esquisitas sobre as coisas, implica com
alguns amigos que às vezes são legais, e às vezes não. Muda de ideia toda hora.
Não sabe bem o que quer ser quando crescer. O texto de Márcia do Canto, em
primeira pessoa, é uma conversa com o leitor. A menina fala sobre sua família,
seus amigos, sobre as coisas que gosta e não gosta. O modo como esta história
termina, quer dizer o livro, pois a história não parece terminar, é realmente
fantástico. A relação que Márcia descreve de seu personagem com um “avozinho”
que já faleceu, ainda revela mais afeto no texto. Aliás, o texto é puro
sentimento. E uma das frases do final do livro me marcou bastante, dita pelo
“avozinho”: “Quando eu tô sozinho, eu fico acompanhado das minhas histórias que
só existem quando eu penso nelas. Quando a gente deixa de pensar nas coisas que
viveu, nas pessoas que amou, elas vão sumindo do pensamento...Por isso velho
gosta de ficar quietinho no seu canto: pras histórias não virarem nuvens.”
Realmente, as pessoas mais velhas ficam mais quietas realmente, nunca pensei
neste contexto. Destaque para as belas ilustrações de Manoel Veiga, um
complemento ideal para a história. Conheça você também o mundo de Camila.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Quem quer brincar comigo? - Tino Freitas e Ivan Zigg
Esta semana estamos brincando com a história de Tino Freitas e engraçadas ilustrações de Ivan Zigg, na Biblioteca. Conversar sobre as brincadeiras que gostamos é super legal (eu digo gostamos, porque eu adoro). Todos querem falar sobre a sua. O livro mostra uma menina que lendo um livro acaba encontrando vários personagens para brincar com ela: o patinho, o gato, o porco, o lobo, a vaca e quem mais aparecer. Isso mesmo, quem mais aparecer, pois o livro não termina. Sem contar a que as perguntas que aparecem no lvro fazem com que ele seja super interativo. As crianças gostaram muito, deu para notar, pois faziam o som da campainha quando eu falava dela, respondiam as perguntas, faziam os sons dos animais que iam aparecendo na história. Realmente, uma grande brincadeira!
Encontro Literário - Oficina de Literatura e Diversidade
Nesta segunda apresentei o trabalho que desenvolvo com Literatura, dando um enfoque para a temática étnica. Foi um momento de troca de experiências incrível. As meninas bibliotecárias e professores atuantes em Bibliotecas de Novo Hamburgo estavam muito receptivas. Nesta Oficina, apresento algumas sugestões de livros que já apresentei no meu blog no link: http://encantosliterarios-milene.blogspot.com.br/2012/09/sugestoes-de-livros-literatura-e.html. Também contei algumas histórias que gosto muito: A gata que entrou em casa ( conto do Zimbabue), O elefante e a tartaruga , O casamento da Princesa e Raio de Sol, Raio de Lua, as três últimas contos africanos recontados pelo escritor Celso Sisto. Fizemos uma atividade com os Kit Lit (sugestão de Celso Sisto), onde organizei em oito caixas os seguintes materiais: uma palavra de origem africana, uma quadrinha, uma poesia (poeta africano), dois encartes do LER sobre a cultura africana, um provérbio, textos de contos africanos e um livro também com a mesma temática. A tarefa era apresentar algum elemento da caixa, conforme quisessem. Alguns grupos dramatizaram provérbios, outros as palavras. Fizeram contações de histórias, apresentação compartilhada das poesias e apresentação dos livros. Mostrei alguns jogos que confeccionei, como bingo com palavras de origem africana e tupi-guarani, trilhas, quebra-cabeças e jogos de memórias envolvendo as histórias contadas, bonecas confeccionadas, instrumentos musicais, etc. Para finalizar as meninas deram um show contando histórias do livro Mãe África, de Celso Sisto; Ifá, o adivinho, de Reginaldo Prandi e Contos africanos para crianças brasileiras, de Rogério Andrade Barbosa. Eram tantas sugestões que algumas coisas acabaram ficando para trás. Fica para uma próxima vez!
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