sexta-feira, 14 de junho de 2013

Participação na Feira Literária da EMEF Deodoro da Fonseca - NH





Estou super feliz e com as energias renovadas por um bom tempo, depois de participar da Semana Literária da Deodoro! Que beleza, ver aqueles alunos animados e as professoras entusiasmadas para ouvir histórias. Obrigada pelo convite Profª Marisa! 
Hoje contei a história africana "A gata que entrou em casa" e por coincidência, ainda assisti a bela apresentação da Profª Margarida, que trabalha no Atelier Livre de NH e é passista de Escola de Samba, junto com seu filho Renan. Foi um presente maravilhoso!
Também contei aquela história do Ricardo Azevedo, que todo mundo sabe que eu adoro contar, "A tartaruga e a fruta amarela".
Bom, a cantoria foi geral, desde as carambolices até o samba!

Encantamentos na Fábrica do Saber...




Visita do 3º ano, da EMEF Santo Antônio, de Portão. Uma manhã inteira, cheia de histórias e encantamentos!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Pedro e a cor do inimigo

Pedro e a cor do inimigo
Por Milene Barazzetti
Dia de jogo é uma loucura, ainda mais no Maracanã. Meu nome é Pedro e eu vou assistir ao jogo, domingo, com meu pai. O Brasil iria jogar com a Argentina. Eu queria ir com a roupa toda azul, mas meu pai disse que isso seria um absurdo total, que era a cor do inimigo.
Não sei por que eles estão discutindo sobre esse assunto. Fiquei com o ouvido grudado atrás da porta.
Minha mãe estava tão preocupada e eu não consegui escutar direito por que tanta preocupação. Eles começaram a falar muito baixinho. Meu ouvido até grudou ainda mais atrás da porta de tanto que eu o espremi para ouvir. Só consegui me soltar porque a mana passou e me deu uma palmada. Ter irmã é uma chatice!
Voltei para o quarto e deitei embaixo das cobertas fingindo que estava dormindo. Vai que a mãe tinha escutado o tabefe da mana. A minha mãe tinha o melhor ouvido do mundo. Meu pai sempre diz que ela deveria ir ao médico para ver o porquê de tanta “escutação”.
Na cama fiquei pensando sobre como era esse tal Maracanã, e porque não podia ir com a roupa toda azul como eu queria. E de tanto pensar acabei recebendo uma visita no meu quarto. No início só consegui enxergar seus olhos. Eram bem azulados. Depois vi a sua sombra. Parecia um menino comum. Fiquei com medo. Coloquei a coberta bem abaixo do olho, me cobrindo o máximo que pude. Só os olhos ficaram de fora. Precisava observar, afinal tinha um estranho no meu quarto. Ele chegou mais perto. Pude ver melhor. O menino era todo azul! Todo ele. Cabelo, corpo, roupas, tudo azulzinho da silva.
Lembrei de uma história que a profe contou sobre uma ideia que era toda azul. Será que o menino tinha pulado daquela história? Comecei a ficar com medo. Por que ele estava ali parado me olhando? E ele não dizia nada. Até que colocou a mão na minha testa.
Nossa! Fomos para um lugar maneiro. Tinham vários meninos jogando futebol. A grama era verdinha. Os meninos eram todos azulados. Isso mesmo, igual ao meu amigo sem nome. Comecei a jogar junto com eles. Foi aí que eu vi que estava ficando azul também. Lembrei o que meu pai disse: - Azul é a cor do inimigo. Meu coração disparou. Se eu ficasse daquela cor meu pai não ia mais me levar no Maracanã. Eu iria perder a tal final. Ele iria ficar chateado. Pior era ter que aguentar minha irmã me chamando de Azulino. Como eu voltava pra casa agora?
- Socorrooooooo!!!!
Acordei com a minha mãe me sacudindo com aquela cara de preocupada que só as mães sabem fazer.
Levantei e corri para o espelho do quarto da minha irmã. Ufa! Estava com minha cor normal de novo. Atrás de mim estava ele parado. Ele mesmo, o menino azul. Deu uma piscadela, e virou vento. Voou tão rápido para fora do quarto que nem minha mãe viu. Não viu mas escutou.
- Que zumbido foi esse menino?
- Nada não mãe, é só meu amigo Argentino que veio me visitar.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Participação na Feira do Livro da EMEF São Jacó - NH


Adorei contar histórias para os alunos da EMEF São Jacó, que foram muito participativos e entusiasmados com as histórias. A Feira do Livro da escola tem como convidado especial o escritor e músico Kalunga. Conheci a Biblioteca Pequeno Príncipe, que fica em uma grande área da escola e fiquei encantada. É um local dos sonhos, com espaço para acervo, espaço para teatro com várias fantasias, salas de estudo e um maravilhoso local para contação de histórias. Muito linda!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O inventor do sorriso - de Walther Moreira Santos

Um livro realmente surpreendente, com poemas para crianças e adultos, escrito e ilustrado por Walther Moreira Santos. Conheci o autor através deste livro e me apaixonei por sua poesia e por sua arte. O poeta nos faz dar uma grande volta por vários contos tradicionais e também pela floresta, conhecendo diversos animais de uma maneira muito peculiar. O livro ainda vem acompanhado de um CD, com os poemas musicados por Zé Manoel. Quem escuta acaba ficando com o verso na cabeça. Pelo menos comigo foi assim. Quem quiser conhecer uma das poesias pode acessar o link: http://www.youtube.com/watch?v=f9lAeRkDZyI 
Ah, e uma dica, parem de falar mal da Jararaca! Ficou curioso! Corre atrás desse livro antes que a Yara te enfeitice por aí.

Poemas e Comidinhas - de Roseana Murray

Que combinação perfeita: comidinhas e poemas! Neste livro Roseana nos presenteia com poesias que contam histórias envolvendo diversos momentos e tipos de alimentos. O livro foi escrito em conjunto com seu filho, o Chef André Murray. Em cada página, um poema e uma receita. Poderia ter coisa melhor? Eu acho que não. Esse livro encantador, nos leva a viajar pela floresta com a cesta de Chapeuzinho, até visitar o fundo do mar descobrindo o que come a Sereia. Um livro com muito encanto e sabores! Experimente também você!

Por trás das cortinas - de Antônio Schimeneck

Antônio Schimeneck, no seu livro de estreia, conta a história de uma menina que descobre um segredo de família durante as suas férias. Na visita a uma casa cheia de mistérios, que no início até assusta o leitor, a menina acaba descobrindo um velho teatro que escondia fatos de uma época de fugas e guerra. A narrativa de Antônio é contagiante pois a cada capítulo desperta a nossa curiosidade. A descoberta é surpreendente para quem lê. O livro é prefaciado pela escritora Ninfa Parreiras.