Uma família de orfãos. Uma tia pequenininha e que fica gigante quando quer alguma coisa. Tio e tia que viram padrasto e madrasta. Uma enxurrada. Stella Maris Rezende, com esses elementos consegue nos captar para o mundo de Nenenzinha e seus sobrinhos orfãos. A vida difícil das crianças, o consolo da tia que os defendia e os alimentava, as malvadezas da tia/madrasta e vários segredos preenchem essa história. Afinal, quantos segredos pode esconder uma família? Nenenzinha sabe os segredos de seu irmão, de seus pais, de sua cunhada e de seus próprios sobrinhos orfãos. Muita coisa acontece antes da enxurrada que passa pela vida de todos. Será uma metáfora, ou realmente aconteceu? Bom, cabe ao leitor se deliciar com a leitura desse livro, vencedor do Prêmio Barco a Vapor 2010.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Dica de filme: Robot e Frank
Qual a importância da memória para você? Onde ela está presente? Está só na nossa mente? Está nas fotos? Está em nossos objetos? E o que a memória tem a ver com livros?
Pois é, neste filme magnífico, em um futuro não muito distante, a memória aparece de várias maneiras.
O que mais me intrigou foi a Biblioteca da cidade, que estava sendo toda computadorizada. Os livros estavam todos sendo digitalizados e não iriam mais ficar na Biblioteca, iriam para uma reciclagem. Ficaria apenas um exemplar histórico de Dom Quixote. Será que isso um dia será possível? Uma total isenção de livros impressos? Quando pegamos um livro na Biblioteca ele não é apenas um livro, ele tem memória. Em cada página lida por um leitor atento tem um pouco de sua história.
Bem, na verdade essa história é secundária no filme. Frank está com problemas de perda de memória e seu filho traz um robô para cuidar dele. No primeiro instante, o velho senhor não gosta daquela companhia, mas acaba se afeiçoando pela máquina. Aliás, o robô lembra ao personagem que ele é só uma máquina e não importa que lhe apaguem a memória. Essa é a grande questão: a quem importa que apague a memória e por que ela é tão importante para o nosso viver. Memórias estas que estão nas pessoas que convivem conosco, nos lugares que passamos, nos livros que lemos e em tudo que fazemos.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Vermelho Amargo - Bartolomeu Campos de Queirós
Neste livro cheio de poesia, Bartolomeu metaforicamente, passa de menino a adulto, contando a trajetória de uma família. Suas dores e pensamentos são interligados com o vermelho do tomate. A relação com os irmãos, a falta do amor da mãe, a ausência de um pai alcoólatra e uma madrasta trasnuda de sentimentos perpassa todos os nossos sentidos durante a leitura. Uma leitura que exige estar com o coração aberto e os olhos atentos. Um livro para um leitor consciente de si próprio e paciente. Uma paciência que aconchega a alma e adormece a dor, como o próprio autor escreve.
DIA INTERNACIONAL DA DOAÇÃO DE LIVROS
Que tal distribuir aqueles livros que estão sobrando nas nossas prateleiras? Vale dar para um amigo, um parente, deixar no banco da praça, no banco do trem, na sala de espera, na parada de ônibus...
Livro é feito para voar
Criar asas
Viajar
Não vale na estante apenas ficar!
Dê vida ao livro!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Em briga de irmãos quem dá opinião? - Luciano Pontes
Luciano Pontes sabe brincar com as palavras neste livro divertido e bem humorado. Uma história que no primeiro instante parece ser igual a qualquer outra, mas não é não. Entre a brincadeira dos irmãos Cosme e Damião, está um doce mais doce que doce de batata doce. Pronto, está armada a confusão quando Cosme pega o doce da mão do Damião. Entram na história então, para salvar a situação, o cachorro, a vassoura, o fogo, a água, o balde, a corda, o rato,o gato e por fim o homem. O autor utiliza muito bem os ditados populares e também faz referência a festa de São Cosme e Damião. Uhhh, essa história dá uma vontade de comer um doce, e tirado de irmão então, nem é tão pecado não!
Beijo de Sol - Celso Sisto
Que lindo viajar pelo mundo de Cecília! Em Beijo de Sol, o escritor e poeta Celso Sisto, descreve as aventuras de uma menina e suas várias formas de compreender o mundo em que vive. O sol de cada dia desponta para ela cada vez com uma cara diferent. A menina relata o beijo diário do sol, às vezes de jabuticaba, às vezes de borboleta, às vezes salgado. Nem todos entendiam a menina. Ela que era sempre ou isto ou aquilo.
Uma ótima dica para quem curte o autor e também poesia. O livro faz uma alusão a grande poeta Cecília Meireles. Destaque para a apresentação do livro feita pelo estimado escritor Bartolomeu Campos de Queiróz.
Em cima da hora - Roger Mello
Já imaginou ficar preso em um elevador? Eu já fiquei, e não é muito agradável. Bom, Roger Mello consegue transformar essa experiêcia em um livro super divertido. Sete pessoas, com sete motivos totalmente diferentes para estar naquele lugar: um elevador que pára em cima da hora. Um elevador com sinais e marcações em seu visor que tende a irritar qualquer um. O autor consegue perpassar pelo pensamento desses sete passageiros do elevador de modo dinâmico e criativo. Desde o palhaço que não era palhaço, a menina que finge ser o local uma nave espacial, até um rapaz com pequeno pacote misterioso. Tem até a mãe que imagina estar contando uma história e um homem que viaja pela obra de Julio Verne. O texto é claro, preciso, com capítulos curtos e simétricos.Uma ideia incrível para um livro, com certeza! O final? Bom, o final não vou contar, leia o livro se você encontrar!
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