quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Contação de Histórias na Feira Literária da EMEF Olavo Bilac - NH
E lá vou como uma peregrina contando histórias nas escolas. Hoje foi a vez da EMEF Olavo Bilac conhecer a história da tartaruga e a fruta amarela (Contos de Bichos do Mato - Ricardo Azevedo). Teve até pedido de BISSSS. Claro que eu atendi, contando então a história "O elefante e a tartaruga", de Celso Sisto (Histórias de quem conta histórias - Ed. Cortez).
E teve mais Celso Sisto nesta Feira. Minhas meninas do Grupo de Poesia "Coração de Menina" declamaram poesias do livro Emburrado (Ed. Paulus). Deram um show!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
João Esperto leva o presente certo - Candance Fleming e G. Brian Karas
João é convidado para o aniversário de 10 anos da Princesa. Que alegria! Mas o que levar de presente, se não tem dinheiro para comprar nada que seja digno de uma princesa? Então ele tem uma ideia, resolve fazer um BOLO. Troca algumas coisas que tem em casa e consegue os ingredientes para fazer o bolo. Bolo pronto! Um bolo de duas camadas, com glacê bem doce, dez velinhas azuis, algumas nozes e um morango ( o mais delicioso de todo o Reino) no centro. No caminho para a festa João acaba tendo uma grande aventura passando por uma revoada de corvos ( que levam as nozes do bolo), um ogro enorme ( que leva uma camada do bolo), uma floresta escura (que acaba fazendo-o usar todas as velas), um urso dançarino ( que come o restante do bolo, mas deixa o morango) e um guarda ( que come o morango, já que a princesa é alérgica à fruta). Na frente da Princesa, sem saber o que fazer, João acaba contando toda a aventura que passou. Que maravilha! Uma história! A princesa bate palmas e sorri por conta de tanta felicidade.
Realmente, uma história é um presente super original, ainda mais uma história de aventura. Pensando nisso, as crianças contaram para mim, após a contação, as histórias que mais gostaram, das que escutaram na Biblioteca da escola. Que beleza! Relembrar tantas histórias é realmente um momento muito especial!
domingo, 14 de outubro de 2012
O abraço - Lygia Bojunga
Não sei como Lygia Bojunga consegue escrever desta maneira. Realmente é um dom que ela tem. Neste livro a autora conta de modo profundo e cheio de metáforas o abuso sexual vivido pela personagem. A linguagem é poética, empírica e deixa o leitor fixo para saber o desfecho. O modo como descreve o acontecimento, a forma de agir da personagem e de quem a cerca mostra o quanto as vezes não sabemos lidar com certas situações. Novamente, a morte aparece na história, de modo teatral e dolorido. O livro termina com as frases: 'Que aperta. Aperta mais. Mais." Foi essa sensação que tive ao finalizar a história, um aperto enorme no peito, algo indescifrável. Imperdível e necessária esta leitura.
Professor...
Professor...
Penso no dia em que decidi por esta profissão realmente.
Depois de tantas pessoas sugerindo para que eu seguisse outro rumo, optei por
ser professora. Quando fui fazer o Magistério, era por pura falta de opção
mesmo, é verdade, era muito nova para decidir que profissão seguir. Na verdade,
naquela época queria ser muitas coisas: bailarina, escritora, bióloga,
botânica, advogada, juíza, cantora de rock, entre tantas outras coisas que se
passam na mente de uma adolescente. A vida na escola era uma grande festa, o
estágio foi um terror. Peguei a pior turma da escola. Poderia até ter
desistido, mas não, nunca desisto de nada, quem me conhece sabe bem disso.
Quando fui fazer vestibular iria para Biologia. Mas dessa vez, fizeram a minha
cabeça mesmo. Meu pai foi categórico em dizer que a faculdade de Direito era
minha melhor opção. Quando entrei no
Direito achei tudo lindo e maravilhoso. Nossa, as leis são realmente perfeitas,
tão perfeitas que deixam brechas que podem ser usadas a todo instante. Ótimo
para um advogado. Logo que entrei na faculdade também passei em vários
concursos para Professora. Gostava da faculdade. Na verdade, teve certa época
que cheguei a querer muito fazer parte deste mundo totalmente jurídico. Mas, como poderia fazer parte de algo que
parecia ser um martírio. Pensava em meus alunos, no início era professora dos
bem pequenos. Era tão bom estar com as crianças, fazer brincadeiras, ensinar,
aprender. No meio da faculdade, deu uma vontade imensa de desistir, partir pra
outra. Fui até o fim. Nesse meio tempo aconteciam outras coisas na minha vida.
Tive meu primeiro amor. Este se foi rápido, de modo totalmente inesperado. Meu
mundo caiu pela primeira vez. Caiu literalmente. Minha família e meus amigos me
deram alicerces para seguir adiante. Foi neste momento que vi que deveria fazer
o que eu gostava realmente. Ser professora.
Uma profissão que me traz tantas alegrias e me renova a todo instante.
Gosto de lidar com as pessoas, com as crianças. Gosto de reações espontâneas.
Gosto principalmente da sinceridade das crianças. A profissão não é um “mar de
rosas”, mas qual é afinal. O que me entristece às vezes é saber que tem gente
que é professor por falta de opção por toda vida, sem amor nenhum a sua tarefa
sublime. Já mudei muito, desde meus dezoito anos na profissão. Como todo o
trabalho a gente aprende com a prática, e também com toda a formação que vai se
adquirindo no decorrer da vida. Hoje, minha paixão pela literatura me faz ser
uma professora contadora de histórias. Mas há mais coisas que quero ser. Às
vezes, me sinto novamente uma adolescente, tentando decidir que caminho seguir.
Procuro fazer isso sempre com o coração.
Desestabilizar
Ser Professor é ensinar
Modificar
Ser Professor é aprender
Descomplicar
Ser Professor é brincar
Mobilizar
Ser Professor é questionar
Estimular
Ser Professor é afagar
Apaixonar
Professor
é paixão em primeiro lugar.
Paixão pelo ensinar. Paixão pelo aprender.
Parabéns a todos os professores!
Mi
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Reportagem no Jornal NH
Tecnologia e o brincar são aliados para uma infância feliz
Especialistas apostam no equilíbrio para dosar o uso de aparatos tecnológicos na vida das crianças
Novo Hamburgo - Subir em árvore e arranhar as canelas brincando na rua está cada dia mais distante do mundo infantil. Onde a tecnologia tem mediado as relações humanas, os livros, bonecas e cantigas de roda têm perdido a vez. Nesta sexta-feira, no Dia da Criança, lembramos que o desafio de pais e educadores é enfrentar a nova geração provando que há sim infância feliz fora do mundo on-line.
Para a professora de música e mestre em educação da Feevale Denise Blanco Sant’Anna, não há como fugir dos aparatos tecnológicos, mas deve haver um equilíbrio. “O problema é a passividade diante de um recurso, que pode até ser a televisão. Se é para ficar em um computador, que os pais procurem materiais educativos de interação.” Denise diz que o lúdico é fundamental para o desenvolvimento e por isso a importância de cultivar hábitos como contar histórias, brincar e participar de cantigas de roda. “É uma possibilidade de socialização e expressão corporal. A música e as brincadeiras possibilitam isso.”
Pequenos nativos digitais
A competição entre um simples carrinho e uma tela touch screen parece covardia, pois ver uma criança de dois anos mexendo com desenvoltura em um Ipad, por exemplo, já não é motivo de espanto. Conforme o coordenador dos cursos de Comunicação e professor do curso de Jogos Digitais da Feevale, Cristiano Max, a tecnologia é um fascínio desde o começo da humanidade. “O fogo é exemplo disso. O homem tem naturalmente este encantamento pela forma como as coisas são feitas. O que se chamava de mágica na Idade Média hoje chamamos de tecnologia”, pondera. Ele ainda explica que os pequenos têm mais facilidade para lidar com os equipamentos pelo simples fato de estarem mais expostos a eles. Além disso, os aparelhos estão muito mais sofisticados do que antigamente. “É mais natural tocar em uma tela do que usar um mouse, por exemplo”, explica Max. A professora de música e mestre em educação Denise Blanco Sant’Anna defende a tecnologia em vários aspectos, mas chama atenção para o prejuízo, que começa quando o tempo de uso destes recursos é extrapolado. “Criança precisa se movimentar, se expressar com o corpo, sentir e, principalmente, conviver com outras. Não pode haver isolamento em função de um jogo no computador, por exemplo.”
Histórias e jogos na educação de Yasmim
Yasmim Breier Xavier, 4 anos, que mora em Campo Bom, já tem um tablet. O equilíbrio entre a tecnologia e o lúdico é controlado pela mãe e estimulado pela avó. Quase todas as noites Maria Regina Breier, 55 anos, lê contos de fadas para a neta, que mesmo com o “brinquedinho” tecnológico, não abre mão de uma boa história. “Gosto da bruxa e da fera”, conta a pequena. Conforme a avó, ela ouve historinhas desde antes de completar 1 ano. “Ela interage e quando eu vejo ela mesma vai folhando o livro e contando a história pelas ilustrações que vê”, diz Regina.
Já o uso do tablet é controlado pela mãe, Bruna Breier, 22 anos. Ela libera o equipamento no máximo meia hora por dia e, quando Yasmim não se comporta, chega a ficar uma semana sem poder jogar. A estudante de jornalismo vê alguns benefícios da tecnologia no aprendizado da filha. “Quando estou no computador ela vai me perguntando as letras. Agora está aprendendo a escrever o nome”, orgulha-se. Mas mesmo com uma semana de “castigo”, Yasmim parece não sentir muita falta do tablet. Quando perguntada sobre o que preferia entre livros ou o computador, ela não teve dúvida: “Gosto mais de historinha.”
Hora do Conto nas Escolas
A Prefeitura de Novo Hamburgo busca estimular a leitura com o projeto Hora do Conto nas escolas. Uma vez por semana uma professora faz o momento de contação na biblioteca. “Os livros podem estar relacionados a algum assunto que a turma esteja trabalhando. Também são avaliados os critérios de qualidade literária do livro”, explica a assessora da área da linguagem da secretaria de Educação de Novo Hamburgo, Elize Huegel. Os resultados são visíveis, segundo ela. “A Escola João Batista Jaeger trabalha muito forte a questão da literatura e este ano o texto de um dos alunos foi escolhido para representar a cidade na etapa estadual da Olimpíada de Língua Portuguesa. Era um texto de qualidade, com um fundo poético bonito, próprio de aluno com boa leitura.”
Aproximação começa em casa
Os livros devem fazer parte dos brinquedos, desde cedo. “Mesmo engatinhando, o livro deve estar ali com os brinquedos, deve fazer parte daquele universo. Com o tempo, a criança começa a perceber que é dali de dentro que saem as histórias”, ensina a professora Milene Barazzetti Machado, contadora de histórias da Escola Municipal João Batista Jaeger. É possível contar histórias desde que o bebê está na barriga. “Algumas mães e pais fazem isso para o bebê ir se acostumando com a voz. Depois, conforme ocorre o crescimento, basta mudar a maneira de contar”, comenta Milene.
Dicas
Deixe o livro junto aos brinquedos e ao alcance da criança para que ela o manuseie à vontade.
Dependendo da idade, deve-se adaptar a forma de contar. Quando muito pequenas, as crianças gostam de ver as ilustrações.
A hora do conto deve ser em um lugar confortável e com a televisão desligada.
Tanto faz a hora do dia, o importante é que os pais estimulem a leitura até mesmo dentro de uma brincadeira.
Se os pais não quiserem ler, podem abrir o livro e pedir para o filho contar a história apenas olhando as ilustrações.
Mude o tom de voz para que a criança não canse, principalmente nos momentos de conflito.
http://www.jornalnh.com.br/novo-hamburgo/418336/tecnologia-e-o-brincar-sao-aliados-para-uma-infancia-feliz.html
As dicas apresentadas no final da reportagem são de minha autoria, apesar de não ter sido mencionado no texto.
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