sábado, 24 de março de 2012

Boneca "Tininha Cereja"




Mais uma boneca pronta para outra contação de história deste ano. Tive uma ajuda maravilhosa de meu marido e maravilhoso desenhista para finalizar o rosto, afinal a personagem tinha que ficar perto da ilustração maravilhosa feita por Ana Terra, para esta história com sabor de cereja, de Celso Sisto.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Oficina de Contação de Histórias com Celso Sisto

Mais um momento de aprendizado, convivência e compartilhamentto sobre a arte de contar histórias, com o escritor, professor e contador de histórias Celso Sisto. Atividades descontraídas, dicas especiais e momentos de debate fundamentais para melhorar meu trabalho. 
"A grande dica para ser um bom narrador de contos é ler muito; os livros, as placas, os gestos, as pessoas, a vida que vai em cada coisa. E não ter pressa: o contador de histórias tem que ter paixão pela palavra pronunciada e contar a história pelo prazer de dizer." (Sisto, Celso. Textos e pretextos sobre a arte de contar histórias. Chapecó-SC, Argos, 2001)

terça-feira, 13 de março de 2012

Carta de quem conta história


São Leopoldo, 10 de março de 2012.
                                              
Querida Ale
           
Hoje acordei com saudade. Saudade de sentar embaixo de uma árvore e comer frutas. Saudade de voar como as fadas, de Fernanda Lopes de Almeida. Saudade de correr, sem direção, como os meninos da Rua da Praia, do Caparelli. Saudade do chocolate que ganhava escondido do meu avô.
Lembra quando éramos meninas e criávamos tantas histórias? A briga para ver quem seria a Branca de Neve, a Bela Adormecida, a Chapeuzinho Vermelho? Claro que quase nunca chegávamos ao final da história da briga muito menos, até porque  mudávamos o enredo a toda hora. E por toda parte as histórias se misturavam sempre com a viagem de Alice em seu mundo mágico, que sempre nos encantou.
Aliás, depois que você me deu o livro do Betelheim entendi o porquê da minha adoração por ser a Branca de Neve e também por achar que as coisas poderiam cair do céu ou surgirem magicamente. Hoje vemos que não é bem assim, os príncipes não surgem do nada, quer dizer, as coisas não se materializam na nossa frente.
Parece que com o passar do tempo me sinto ainda mais na corda bamba  como em  Lígia Bojunga e, ao mesmo tempo, me sinto também mais arrogante e questionadora como a Emília de Monteiro Lobato.
Alguns dias atrás você me questionou sobre minha mudança de rumo, sobre não seguir a profissão que escolhemos juntas. Naquele momento só te respondi com uma frase: porque estava parando de sonhar, de viver. Você não me perguntou mais nada, ficou calada. Parece que agora está longe demais para dar algum palpite.
Agora, sinto-me segura para te dizer que tenho vontade é de escrever, como a Raquel, do livro “A Bolsa Amarela” que a mamãe me deu e lemos tantas vezes. Lembra que ela era cheia de vontades? Pois é, descobri que também sou. E descobri, principalmente, que, às vezes, conseguimos matar nossas vontades.
Hoje estou matando a saudade de você sempre por perto. Quando leio um texto para crianças lembro nossas eternas brincadeiras, me emociono. Ao ler Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Bartolomeu Campos de Queirós, Celso Sisto e tantos outros, sinto que posso continuar a sonhar, e issome faz bem. Quero que você pense em mim como a menina que roubava livros, e que está em busca da liberdade. A liberdade da alma, do espírito, principalmente.
                                               Um grande abraço
                                                           Mil beijos cor de cereja para você!
                                                                                                          Mimi

segunda-feira, 12 de março de 2012

Os lugares de Maria

Uma contação sensível, bem dentro do mundo infantil. Assim defino a história da menina Maria, criação da escritora Margarida Botelho. A menina de seis anos que gostava de desenhar e criar histórias com seus desenhos. A personagem saltou do livro como num passe de mágica para brincar com as crianças.
 Confira parte da história:
"...
Maria sempre esteve rodeada de Marias, ou seja, de muitas mães.
O que Maria realmente gostava mais de fazer era de desenhar e pintar! Mas isso deixava a família  muito inquieta, às vezes...
É que Maria tinha alguma dificuldade em aprisionar as cores, as linhas, os pontos e pontinhos, nas folhas em que pintava. Quase sempre eles teimavam em saltar para fora dos retângulos de  papel, e partiam à descoberta do que estivesse mais próximo: mesas, livros, candeeiros, vestidos... até o Zarolho já tinha ido  para a casa da tia pintado de zebra. Maria gostava muito do Zarolho. Um dia, depois de uma longa e séria conversa de pintora para gato, resolveu pintar o olho que lhe faltava.
Mas parece que não deu muito resultado, porque o Zarolho continuou a não conseguir apanhar ratos e a esbarrar nos móveis da casa.
Maria também gostava muito dos três meninos que ficavam com ela na casa da Maria dos Anjos. Mas eles eram demasiado pequeninos para brincarem com ela. A única copisa que podia  fazer era pintá-los.    Pegava nos pincéis e desenhava cidades inteirasss nas suas barrigas branquinhas e lisinhas. Infelizmente estas pinturas não duraram muito tempo: Maria dos Anjos não gostou mesmo nada quando as descobriu, e os pais dos meninos a interrogaram sobre aquelas barrigas coloridas!
Maria sempre esteve rodeada de Marias, ou seja, de muitas mães.
O que Maria realmente gostava mais de fazer era de desenhar e pintar! Mas isso deixava a família  muito inquieta, às vezes...
É que Maria tinha alguma dificuldade em aprisionar as cores, as linhas, os pontos e pontinhos, nas folhas em que pintava. Quase sempre eles teimavam em saltar para fora dos retângulos de  papel, e partiam à descoberta do que estivesse mais próximo: mesas, livros, candeeiros, vestidos... até o Zarolho já tinha ido  para a casa da tia pintado de zebra. Maria gostava muito do Zarolho. Um dia, depois de uma longa e séria conversa de pintora para gato, resolveu pintar o olho que lhe faltava.
Mas parece que não deu muito resultado, porque o Zarolho continuou a não conseguir apanhar ratos e a esbarrar nos móveis da casa.
Maria também gostava muito dos três meninos que ficavam com ela na casa da Maria dos Anjos. Mas eles eram demasiado pequeninos para brincarem com ela. A única copisa que podia  fazer era pintá-los.    Pegava nos pincéis e desenhava cidades inteirasss nas suas barrigas branquinhas e lisinhas. Infelizmente estas pinturas não duraram muito tempo: Maria dos Anjos não gostou mesmo nada quando as descobriu, e os pais dos meninos a interrogaram sobre aquelas barrigas coloridas!..."
O resto da história você já sabe, é só procurar o livro na Biblioteca!
E para quem escutou a história não esqueça também de criar suas histórias, seus desenhos! Faça também suas caixas como Maria fez. Crie e viaje com suas histórias!

segunda-feira, 5 de março de 2012

A tartaruga e a fruta amarela








Esta semana os alunos da EMEF João Baptista Jaeger estão ouvindo a história "A tartaruga e a fruta amarela", a partir do texto de Ricardo Azevedo. A história é muito divertida. Confira parte da história abaixo, para conferir o restante é só pegar o livro na Biblioteca:

"A TARTARUGA E A FRUTA AMARELA
                O tempo era de seca. O calor estava de rachar pedra. Sem ,chuva, a floresta quase murchou.  A bicharada andava pra lá e pra cá cheia de espanto , fome e sede.
                Um dia, ninguém sabe como, apareceu uma árvore carregadinha de frutas. As frutas eram lindas e amarelas. Os bichos ficaram com medo.
                - E se for azeda? – perguntou o papagaio.
                - E se for venenosa? – perguntou o macaco.
                - E se for feitiço? – perguntou a capivara.
                Com água na boca, a bicharada olhava aquelas frutas madurinhas, mas ninguém tinha coragem de experimentar.
                - A gente não pode comer a fruta sem saber o nome dela – ensinou a coruja.
                Então, os bichos fizeram uma reunião e decidiram:
                - Vá até o céu – pediram eles à anta – e pergunte a Deus qual o nome dessa fruta.
                A anta foi e Deus explicou tudo direitinho. Para não esquecer o nome da fruta amarela, ela voltou do céu cantando.
Caramba, carambola
Não posso esquecer teu nome
Caramba, carambola
Meu povo passa fome.
                Acontece que no meio do caminho morava uma bruxa.
                A megera perguntou que cantoria era aquela e a anta explicou.
                A bruxa deu risada e começou a cantar:
Caranguejo, caramujo
Carapaça, carrapicho
Carrapato, carraspana
Carapeta, carabina.
                Ouvindo o canto da bruxa, a anta se confundiu. Ao chegar na floresta, não conseguiu se lembrar de nome algum..."

A receptividade das crianças foi enorme. Os alunos participaram, cantaram junto comigo e ainda degustaram a fruta. Uma história com alegria, suspense, aroma e sabor, literalmente!
Muito bom ouvir dos pequenos: "Queria morar aqui na Biblioteca com você!" E tem gente que ainda pergunta porque gosto de ser professora e agora contadora de histórias!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Projeto Sacola Literária Ano 3






Pelo terceiro ano o Projeto Sacola Literária está acontecendo na escola. O objetivo é o incentivo da leitura e principalmente, levar os livros ao alcance de todos.

Biblioteca Ruth Rocha 2012

Em meu quarto ano na biblioteca da EMEF João Baptista Jaeger em Novo Hamburgo-RS, resolvi alterar algumas coisas no visual da biblioteca. Os livros estão com melhor visualização para os pequenos e o espaço está mais amplo! Um ano de ótimas histórias para nós!