sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Contação da história "A tartaruga e a fruta amarela"
Contação de histórias na Feira Literária da EMEF Ana Néri - NH
Nesta sexta contei histórias na EMEF Ana Néri, encerrando a Feira Literária da Escola. Os alunos e as professoras escutaram as histórias "O elefante e a tartaruga" de Celso Sisto e "A tartaruga e a fruta amarela" de Ricardo Azevedo. As crianças participaram cantando a música que diz assim: "Caramba, carambola não posso esquecer seu nome. Caramba carambola, meu povo passa fome". Os pitoquinhos da tarde me encheram de carinho!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Contação de Histórias na Feira Literária da EMEF Olavo Bilac - NH
E lá vou como uma peregrina contando histórias nas escolas. Hoje foi a vez da EMEF Olavo Bilac conhecer a história da tartaruga e a fruta amarela (Contos de Bichos do Mato - Ricardo Azevedo). Teve até pedido de BISSSS. Claro que eu atendi, contando então a história "O elefante e a tartaruga", de Celso Sisto (Histórias de quem conta histórias - Ed. Cortez).
E teve mais Celso Sisto nesta Feira. Minhas meninas do Grupo de Poesia "Coração de Menina" declamaram poesias do livro Emburrado (Ed. Paulus). Deram um show!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
João Esperto leva o presente certo - Candance Fleming e G. Brian Karas
João é convidado para o aniversário de 10 anos da Princesa. Que alegria! Mas o que levar de presente, se não tem dinheiro para comprar nada que seja digno de uma princesa? Então ele tem uma ideia, resolve fazer um BOLO. Troca algumas coisas que tem em casa e consegue os ingredientes para fazer o bolo. Bolo pronto! Um bolo de duas camadas, com glacê bem doce, dez velinhas azuis, algumas nozes e um morango ( o mais delicioso de todo o Reino) no centro. No caminho para a festa João acaba tendo uma grande aventura passando por uma revoada de corvos ( que levam as nozes do bolo), um ogro enorme ( que leva uma camada do bolo), uma floresta escura (que acaba fazendo-o usar todas as velas), um urso dançarino ( que come o restante do bolo, mas deixa o morango) e um guarda ( que come o morango, já que a princesa é alérgica à fruta). Na frente da Princesa, sem saber o que fazer, João acaba contando toda a aventura que passou. Que maravilha! Uma história! A princesa bate palmas e sorri por conta de tanta felicidade.
Realmente, uma história é um presente super original, ainda mais uma história de aventura. Pensando nisso, as crianças contaram para mim, após a contação, as histórias que mais gostaram, das que escutaram na Biblioteca da escola. Que beleza! Relembrar tantas histórias é realmente um momento muito especial!
domingo, 14 de outubro de 2012
O abraço - Lygia Bojunga
Não sei como Lygia Bojunga consegue escrever desta maneira. Realmente é um dom que ela tem. Neste livro a autora conta de modo profundo e cheio de metáforas o abuso sexual vivido pela personagem. A linguagem é poética, empírica e deixa o leitor fixo para saber o desfecho. O modo como descreve o acontecimento, a forma de agir da personagem e de quem a cerca mostra o quanto as vezes não sabemos lidar com certas situações. Novamente, a morte aparece na história, de modo teatral e dolorido. O livro termina com as frases: 'Que aperta. Aperta mais. Mais." Foi essa sensação que tive ao finalizar a história, um aperto enorme no peito, algo indescifrável. Imperdível e necessária esta leitura.
Professor...
Professor...
Penso no dia em que decidi por esta profissão realmente.
Depois de tantas pessoas sugerindo para que eu seguisse outro rumo, optei por
ser professora. Quando fui fazer o Magistério, era por pura falta de opção
mesmo, é verdade, era muito nova para decidir que profissão seguir. Na verdade,
naquela época queria ser muitas coisas: bailarina, escritora, bióloga,
botânica, advogada, juíza, cantora de rock, entre tantas outras coisas que se
passam na mente de uma adolescente. A vida na escola era uma grande festa, o
estágio foi um terror. Peguei a pior turma da escola. Poderia até ter
desistido, mas não, nunca desisto de nada, quem me conhece sabe bem disso.
Quando fui fazer vestibular iria para Biologia. Mas dessa vez, fizeram a minha
cabeça mesmo. Meu pai foi categórico em dizer que a faculdade de Direito era
minha melhor opção. Quando entrei no
Direito achei tudo lindo e maravilhoso. Nossa, as leis são realmente perfeitas,
tão perfeitas que deixam brechas que podem ser usadas a todo instante. Ótimo
para um advogado. Logo que entrei na faculdade também passei em vários
concursos para Professora. Gostava da faculdade. Na verdade, teve certa época
que cheguei a querer muito fazer parte deste mundo totalmente jurídico. Mas, como poderia fazer parte de algo que
parecia ser um martírio. Pensava em meus alunos, no início era professora dos
bem pequenos. Era tão bom estar com as crianças, fazer brincadeiras, ensinar,
aprender. No meio da faculdade, deu uma vontade imensa de desistir, partir pra
outra. Fui até o fim. Nesse meio tempo aconteciam outras coisas na minha vida.
Tive meu primeiro amor. Este se foi rápido, de modo totalmente inesperado. Meu
mundo caiu pela primeira vez. Caiu literalmente. Minha família e meus amigos me
deram alicerces para seguir adiante. Foi neste momento que vi que deveria fazer
o que eu gostava realmente. Ser professora.
Uma profissão que me traz tantas alegrias e me renova a todo instante.
Gosto de lidar com as pessoas, com as crianças. Gosto de reações espontâneas.
Gosto principalmente da sinceridade das crianças. A profissão não é um “mar de
rosas”, mas qual é afinal. O que me entristece às vezes é saber que tem gente
que é professor por falta de opção por toda vida, sem amor nenhum a sua tarefa
sublime. Já mudei muito, desde meus dezoito anos na profissão. Como todo o
trabalho a gente aprende com a prática, e também com toda a formação que vai se
adquirindo no decorrer da vida. Hoje, minha paixão pela literatura me faz ser
uma professora contadora de histórias. Mas há mais coisas que quero ser. Às
vezes, me sinto novamente uma adolescente, tentando decidir que caminho seguir.
Procuro fazer isso sempre com o coração.
Desestabilizar
Ser Professor é ensinar
Modificar
Ser Professor é aprender
Descomplicar
Ser Professor é brincar
Mobilizar
Ser Professor é questionar
Estimular
Ser Professor é afagar
Apaixonar
Professor
é paixão em primeiro lugar.
Paixão pelo ensinar. Paixão pelo aprender.
Parabéns a todos os professores!
Mi
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