quinta-feira, 13 de junho de 2013

Abelarda

Abelarda e o menino da padaria
Por Milene
Era uma vez uma senhora que gostava muito de comer e falar mal dos outros. Tinha um tique: cada vez que comentava algo dava uma puxadinha no nariz. O problema é que seu nariz, que já era imenso, crescia a cada comentário.
Sem mais nem menos, chegou o dia em que não enxergava mais a ponta dele. Ao invés de ser um castigo, acabou sendo uma diversão para velha mulher.
A vizinhança toda reclamava do aparelho nasal de Dona Abelarda.
O menino da padaria anunciava:
- Lá vem o nariz da Dona Abelarda!
O João do restaurante da esquina gritava:
- Cuidado! Baixem as cabeças que narinas voadoras estão a surgir!
O pior é quando o nariz da dita cuja passava pela feira. Era só passar na barraca de temperos que lá vinha um estrondoso espirro:
- Atchimmmmm!
E quando a tal nariguda estava gripada? Melhor nem comentar.
Seu Leleco da banca de pastéis só resmungava:
- O nariz mais enxerido que já vi, esse! Descomunal!
Dona Júlia, da barraca do queijo e linguiça se ofendia:
- Que nojo dessas narinas peludas cheirando minhas especiarias. Argh!
Um dia, o menino da padaria resolveu dar uma solução para esse problema. Decidiu assim, meio do nada. Uma ideia solta lhe surgiu.
Quando viu o nariz abelardino surgir, fez cócegas com uma pena, sem dó e nem piedade. Além disso, torceu a ponta do dito cujo para dar um arremata final. Dona Abelarda, resistiu, resistiu até que:
- Atchimmmmm!
Acabou explodindo e sumindo da cidade para a colossal alegria de todos.


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